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terça-feira, 15 de julho de 2014

A vida de Àdele

Do primeiro amor à maturidade
Por Bruna Rodrigues


Dirigido por Abdellatif Kechiche, A vida de Adèle ganhou a Palma de Ouro do festival de Cannes em 2013. Uma história de amadurecimento emocional, o filme retrata o dia-a-dia de uma jovem que descobre o seu primeiro amor. Adèle, interpretada por  Adèle Exarchopoulos, é uma colegial de família modesta que quer ser professora primária e apaixona-se por Emma (Léa Seydoux), estudante de Belas Artes de origem burguesa.
No Brasil o filme é conhecido pelo título Azul é a Cor mais Quente, inspirado na coloração dos cabelos da personagem Emma. O longa-metragem é alvo de polêmicas, devido às cenas de sexo lésbico. Outro ponto questionado, seria o fato de a história não retratar as dificuldades enfrentadas pelos homossexuais.
Entre aplausos e ataques, o filme é uma boa pedida para quem gosta bons enredos, romances e alguma pitada de drama.

O Poderoso Chefão

Uma história de crimes, amores , traições e peculiaridades
Por Bruna Rodrigues


Um clássico para ser assistido, revisto e amado.  O Poderoso Chefão, dirigido por Francis Copolla, faz, em 2014, 42 anos de criação. O longa-metragem é divido em uma trilogia com cerca de três horas cada filme e conta a história da família Corleone, uma das seis famílias ligadas à máfia Italiana nos Estados Unidos nos anos 40. A obra original de Mario Puzo também é roteirizada Robert Towne e possui direção fotográfica de Gordon Willis.

No primeiro filme, Marlon Brando dá vida a Don Vito Corleone primeiro "chefão" da família, que morre de causas naturais, pouco tempo depois de ser baleado em um ataque e ter sua saúde fragilizada. O longa inicial trata-se, de fato, da iniciação do filho Michael Corleone (Al Paciono) na Máfia. Ele se torna sucessor do pai e protagonista de todo o enredo.  Vale lembrar, neste sentido, que a relação familiar carinhosa rege todas as as ações dos Corleone e seus “valores" são pautados na tradição cultural e religiosa.


Vários elementos merecem ser destacados nessa produção, dentre eles está a atuação de Brando, a linguagem e funcionamento próprios da Máfia Italiana, esclarecida nos trinta minutos iniciais do filme e a fotografia. Isso sem falar na atuação brilhante dos atores Janes Caan, Robert Duvali, Sterling Hayden, Richard Castellano, John Cazele, Diane Keaton, Al Lettieri, Taila Shire, Richard Conte, Jonh Marley, Franco Citti, Saro Urzi, Sofia Coppola, entre outros.

O segundo filme demonstra o estabelecimento de Michael no poder da " família", bem como a expansão de seus negócios em Cuba. O enredo também conta a história do patriarca Corleone, sua infância e morte de seus pais, assassinados por uma família mafiosa da Cicília, além de sua iniciação no mundo do crime. Neste ponto, a narrativa já apresenta sinais da decadência de Michael e de sua estrutura familiar. Ele se separa da mulher e rompe com seu irmão Fredo Corleone, que o trai. Destacam-se nesse filme as rupturas atemporais, que narra as trajetórias de pai e filho, além do momento histórico de Cuba, contextualizado no golpe de Fidel Castro. 

O último filme mostra a decadência de Michel e sua tentativa de sair do mundo crime. A produção faz uma crítica à religião e à filantropia, formas utilizadas pelo "chefe" para "limpar" a família. Porém, as apostas para legalizar os negócios não funcionam, pois as outras "famílias" não aceitam a dispensa e travam uma nova guerra. O enredo também é marcado pela decadência física de do Dom Corleone, sua reconciliação com a mulher e a proximidade com os filhos. Além de suas lembranças e arrependimentos pelas escolhas que realizou.


Resumos e observações à parte, as diversas críticas, resumos e premiações não dão conta de conhecer essa obra em sua totalidade e particularidade. Assistir o Poderoso Chefão revela-se sempre uma experiência de novos enigmas, emoções e interpretações.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Indicamos: Rio em Chamas

Por Juliana Portella
Definido pelos próprios diretores como um filme-manifestação, que trata da crise social que a cidade do Rio de Janeiro passa e dos protestos que se tornaram constantes entre meados de 2013 e início de 2014, Rio em Chamas é um filme indispensável para quem quer entender melhor esse cenário contemporâneo de revoltas populares. 

Assim como um protesto, o longa tem múltiplos pontos de vista de seus vários realizadores, reunindo depoimentos, ficção, registros documentais e animações.

“Rio em chamas”  fica em cartaz até quarta-feira no Odeon e na próxima semana no Ponto Cine, em Guadalupe — com debates no final das sessões.  

Indicamos: Sr. Ninguém (Mr. Nobody)

Por Talyta Magano
Este é mais um daqueles filmes pouco conhecidos no Brasil, mas que surpreende pela qualidade e consistência da história. Dirigido por Jaco Van Dormael e protagonizado pelo ator e também cantor Jared Leto, Senhor Ninguém narra a vida de Nemo Nobody, o último mortal a conviver com pessoas imortais. O filme mistura passado e futuro pois, durante seus últimos minutos, Nemo relembra seu passado, do alto de seus 118 anos. O interessante neste enredo, é perceber que Nemo ao mesmo tempo que está contando tudo o que realmente aconteceu, acaba imaginando como seria sua vida se tivesse feito outras escolhas. Vale para apreciar e refletir ao mesmo tempo. Veja o trailer.